Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Beija-flor
Flávio Venturini
O que faz o beija - flor
Ter vontade de voar?
Vai e diz ao meu amor
O que viu do meu penar
Vai dizer ao meu grande amor
Que eu sempre vou tão só
Diz também para o meu amor
É só voltar, beija - flor
O que faz o beija - flor
Ter lampejos cor do mar?
Quando eu penso em você
Meu desejo é navegar
O que faz o beija - flor
Ter mais prata que o luar
Faz o mel da tua flor
Ser mais doce ao paladar
Vai dizer ao meu grande amor
Que eu sempre estou e vou tão só
Diz também para o meu amor
É só voltar, beija - flor
Quando riscas o céu
És mais doce que o mel
Que tiras da florMais do que viver
Só te importa voar ...
Beija - flor
Flávio Venturini
O que faz o beija - flor
Ter vontade de voar?
Vai e diz ao meu amor
O que viu do meu penar
Vai dizer ao meu grande amor
Que eu sempre vou tão só
Diz também para o meu amor
É só voltar, beija - flor
O que faz o beija - flor
Ter lampejos cor do mar?
Quando eu penso em você
Meu desejo é navegar
O que faz o beija - flor
Ter mais prata que o luar
Faz o mel da tua flor
Ser mais doce ao paladar
Vai dizer ao meu grande amor
Que eu sempre estou e vou tão só
Diz também para o meu amor
É só voltar, beija - flor
Quando riscas o céu
És mais doce que o mel
Que tiras da florMais do que viver
Só te importa voar ...
Beija - flor
Luis de Camões
Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
Luís de Camões
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
Luís de Camões
Composição: Flávio Venturini
Se eu lembrar do que passou
Eu só vou chorar
Mas seu eu pensar no que virá
Eu só quero amar
Se eu desejar um novo amor
Sei que vou te achar
Onde estará meu novo amor
Eu vou encontrar
Então virás
Então virás, meu amor
Eu só quero ser feliz
Vem novo amor
Vem pro que der e vier, é pra sempre
Eu quero você
Vem pro meu sonho se realizar
Amor sincero
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